• Os achados feitos nas escavações, nomeadamente o notável conjunto de mármores esculpidos, que decoravam a parede da villa, podem ser apreciados no Museu do Rabaçal, instalado na Aldeia do Rabaçal

  • Museu do Rabaçal, com exposição permanente.

    Horário de Funcionamento:

    Terça a Domingo das 11h às 13h e das 14h às 18h

  • Miradouro de Chanca, dotado de painel explicativo sobre diferentes pontos de interesse na paisagem, constituindo-se como um olhar sobre diferentes tempos de ocupação.


 

 

 

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Castelo do Germanelo

O foral do Germanelo, concedido por D. Afonso Henriques, abrangia um território que, nos séculos XI e XII, integrava a fronteira instável entre o mundo cristão e o mundo muçulmano, constituindo um novo concelho, em que regulava a sua administração e, definia os seus limites e privilégios.

Apesar de não ser datado, o documento contém indícios de ter sido outorgado entre 1142 e 1146, porque D. Afonso Henriques já se intitula de Rei, mas ainda não faz referência à Rainha Dª Mafalda e porque, aludindo ao Castelo, erguido em 1142, constituirá um apelo para atrair novos povoadores.

Os limites da nova circunscrição são marcados para Leste, Norte e Oeste, estipulando o documento que “as terras que vertam água para o lado de Penela serão de Penela, as que vertam para o lado da Ladeia serão do Germanelo”.

A definição dos limites do novo concelho, estabelecida com base na inclinação das vertentes, foi a seguinte: O limite a Norte ia de Traveira até Alfafar, descendo depois pela povoação até à frente de Alfafar.

Para Noroeste, seguia pelo Ribeiro de Alfafar, até à sua foz no Rio Caralio (ou rio do Mouros).

A Poente, os limites do Município situavam-se entre a Porta de Arcuzen (Garganta do rio dos Mouros na zona de Pega), até ao Alto do Medronhal, abarcando decerto, o Monte do Cruto sobranceiro à povoação do Furadouro, dando a volta à Lagoa do Algar (Algairan) até à Cova da Moura. A partir daí desceria, alcançando Quatro Lagoas e atingindo por fim o Vale de “Pelagio Galiuiz”.

Os limites estabelecidos por Afonso Henriques deixavam, no entanto, uma porta aberta.

A fronteira Sul não estava delimitada, ficando o caminho livre para que os Germaelenses mais ousados avançassem, conquistando novas terras que passavam a integrar o recém-criado concelho e ampliavam a ocupação cristã.

A estratégia resultou. Os Germanelenses, gente forte, aproveitando a hábil disposição régia, expandiram-se para Sul. Estabeleceram-se no vale do Nabão e ocuparam, ainda, uma parte considerável da Estremadura. Em 1220 o Concelho do Germanelo era limitado a Sul pelo Rio Zêzere.

D. Afonso Henriques estava empenhado em atrair novos povoadores para aquele local um pouco inóspito e território de fronteira estabelecendo condições únicas. O Monarca determinou que os criminosos (violadores, assassinos, ladrões e, outros fugitivos da lei), que na fuga alcançassem os limites do concelho do Germanelo, pudessem ver os seus crimes perdoados. Seria suficiente o castigo de viver ali. Fez-se do novo Concelho – um Couto de Homiziados.

Neste espaço temporal o concelho do Germanelo, através dos seus povoadores, constituiu um importante baluarte para travar o avanço do inimigo para Norte (através da via romana) contribuindo, de forma decisiva, para a fundação da nacionalidade.

ENQUADRAMENTO

O monte do Germanelo, também conhecido como Monte do Castelo, é uma pequena elevação a 367 metros de altitude, que abrange os Concelhos de Penela e Ansião, geologicamente constituído por uma zona cársica dominada por calcários margosos.

No castelo deparamo-nos em primeiro com o vale onde se situam, entre outras, as aldeias de Rabaçal e Zambujal.

Em segundo plano fica a Serra do Rabaçal, o Monte Maria Pares e o Monte da Pega. A Sul, observa-se a elevação suave e piramidal do monte gémeo, o Jerumelo seguido do Monte da Ateanha e do Monte de Vez. A Nascente, situa-se a Vila de Penela e a Serra do Espinhal.

A construção do castelo encontra-se ligada ao processo da Reconquista Cristã tendo sido erguido por D. Afonso Henriques em 1142. Propriedade da família do Prof. Doutor Salvador Dias Arnaut, que foi o responsável pela reconstrução da muralha Norte, este monumento foi objecto de um protocolo de cedência celebrado com o Município de Penela.

A LENDA DOS “IRMÃOZINHOS”

Conta a lenda que em cada um dos montes habitava um ferreiro – os irmãos Germanelo (a norte) e Jerumelo (a sul).

Os seus pais seriam pobres, não teriam mais que deixar a estes irmãos do que apenas duas forjas, um martelam e a arte de trabalhar.

Estando cada um em seu monte com a sua respectiva forja, o martelo serviria alternadamente.

A curta distância entre o topo dos dois montes permitia que os irmãos, dois gigantes, atirassem o martelo um ao outro quando dele precisavam.

Assim, nas redondezas escutar-se-ia com frequência os dois ferreiros a comunicarem entre si -“Germanelo passa para cá o martelo” e em contraposição - “Jerumelo, atira para cá outra vez o malho”.

Um dia, Jerumelo zangou-se com o irmão e atirou-lhe o martelo com tanta força que este se desconjuntou, caindo o ferro na encosta do monte Germanelo, fazendo brotar uma fonte de água férrea de onde surgiu a povoação da Fartosa (em 1160 dizia-se Ferratosa e em 1420 já era designada por Ferretosa). O cabo de madeira de zambujo, mais leve, foi espetar-se numa terra a dois quilómetros de distância, fazendo nascer um zambujo, originando o nome da povoação de Zambujal.

 

 

Informação Blibliográfica,

Câmara Municipal de Penela.

 

 

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